quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Zoo do Rio terá recinto recuperado para 60 animais até dezembro


28/10/2011  Zoo do Rio terá recinto recuperado para 60 animais até dezembro


Se tudo der certo, e as chuvas não tardarem a chegar, até dezembro deste ano, o Jardim Zoológico do Rio, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, vai estar de “roupa nova” para receber os visitantes, informa o zootecnista Marcus Delgado. Ou seja, o maior recinto de animais, o Parque dos Cervos, vai estar com a grama alta e os 60 bichos, entre cervos, capivaras e emas, estarão pastando livremente.

Foto: Zoo do Rio: capim especial é cultivado no Parque dos Cervos (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

“O Parque dos Cervos é o cartão-postal do Zoo, mas foi completamente destruído no temporal de abril. Lutamos muito para recuperar o solo, fazer ele ser fértil novamente. Antecipamos para agosto o plantio da gramínea Tifton, que é muito nutritiva, e esperamos que até dezembro, com a chegada do período das chuvas, toda essa parte do terreno do recinto esteja coberta para transferimos os 60 animais. Aí, começaremos a tratar do outro lado”, explicou o zootecnista.

Zoo do Rio: no Parque dos Cervos animais ainda estão na parte degradada por temporal em abril (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Zoo do Rio: no Parque dos Cervos animais ainda
estão na parte degradada por temporal em abril
(Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)

Atualmente, quem desconhece os projetos de recuperação da área e passa pela Passarela da Fauna – que percorre os 22 mil metros quadrados do recinto, não tem uma boa impressão. Com o terreno dividido por uma cerca, o que se vê de um lado é o mato crescendo sem nem um bichinho à vista. Do outro lado da cerca, o que se encontra é um córrego seco, terreno árido e 60 animais que se confundem com a cor do terreno. Não são poucos os visitantes que se espantam, com a falsa impressão de abandono e buscam informações com os funcionários que trabalham no meio do capim.

“Na verdade, a área que está com o mato alto, que parece abandonada, está em franca recuperação. Os animais ainda estão na área degradada, mas não estão abandonados. Não passam fome ou sede. No curral erguido no meio do terreno, protegidos da chuva e do sol, eles têm água fresca e comida”, detalhou Delgado, lembrando que todo o plantel de 2.400 animais do zoo é alimentado duas vezes por dia: pela manhã, e no final da tarde.

Falta informação aos visitantes

Depois de ouvir a explicação do zootecnista, na tarde desta quinta-feira (27), um casal de visitantes se deu por satisfeito.

“A gente que não entende nada disso, acha que os bichos estão abandonados, sem água e sem comida, quando vê aquele córrego seco. Agora, que tudo foi esclarecido, fico aliviado. Achei que os bichos estavam sofrendo”, disse o rapaz, que não se identificou, e aconselhou que fossem instaladas placas com essas informações para orientar os demais visitantes.

Zoo do Rio: toneladas de frutas, legumes e carnes servidos duas vezes por dia (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Zoo do Rio: toneladas de frutas, legumes e carnes
servidos duas vezes por dia (Foto: Alba Valéria
Mendonça/G1)

O jantar da bicharada no final da tarde tem um quê de estratégia, como explica Delgado. Como a comida é servida numa área protegida dos recintos, ela tem o objetivo de atrair os animais para esta área, onde eles são trancados durante a noite. E os atrativos não são poucos: diariamente duas  toneladas de ração, frutas, legumes, verduras, frango, carne e peixe frescos. Um banquete que enche os olhos e um galpão inteirinho com vasilhas com dieta balanceada para cada bichinho.

“Por medida de segurança, nenhum animal dorme solto. Isso ajuda a protegê-los de imprevistos, como tempestades e ventania, por exemplo”, disse Delgado.

Zoo do Rio: lado dos jacarés é coberto por lentilha d'água para evitar a dengue (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)Zoo do Rio: lado dos jacarés é coberto por lentilha
d'água para evitar a dengue (Foto: Alba Valéria
Mendonça/G1)

Com o Parque dos Macacos e o Pantanal, em manutenção, muitos símios que antes ficaram numa grande área livre, atualmente estão confinados em jaulas, enquanto que as aves que voam livremente pelo parque buscaram outras árvores para fazer seus ninhos.

“Temos no zoo, o maior ninhal de aves em área urbana que se tem notícia. Elas buscam as árvores do parque porque sabem que aqui tem comida e água. Se o zoológico estivesse abandonado isso não aconteceria e nem receberíamos uma média anual de 1,5 milhão de visitantes. Os bichos aqui vivem melhor que muita gente aí fora”, observa a fotógrafa da fundação Riozoo, Esther Nazareth, diante do recinto dos jacarés, coberto com lentilha d’água para que o mosquito da dengue não consiga procriar no lago.


Fonte: G1

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