quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dono de cachorro arrastado em Piracicaba é multado



Dono de cachorro arrastado em Piracicaba é multado


MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS


A Polícia Ambiental de Piracicaba (160 km de São Paulo) aplicou uma multa de R$ 1.500 a Cláudio Messias, dono do rottweiler que foi arrastado por quarteirões na semana passada e teve uma pata amputada. O advogado dele informou que irá recorrer da decisão.
Segundo o sargento da Polícia Ambiental Domingos Bertuolo, a autuação por mutilação de animal doméstico teve como base um laudo veterinário. "Não avaliamos a culpa dele. O que importa é que houve um resultado mutilador no animal, que sempre deve ser evitado pelo proprietário", afirmou.
A Polícia Civil deve concluir nesta quinta-feira (10) a apuração sobre o acidente.
Segundo duas testemunhas ouvidas pelo delegado Wilson Sabino, o cachorro estava preso por uma corda ao carro de Messias. Quando foi avisado sobre isso, Messias disse que iria "acabar de matar" o animal, mas, após reação de moradores da região, deixou o local.

O veterinário Armando Frasson que está cuidando do rottweiler; cão teve uma das patas amputadas após ser arrastado por um carro
Veterinário Armando Frasson afirma que rottweiler passa bem após ter uma das patas amputadas
Em depoimento, Messias negou que tivesse intenção de machucar Lobo. Ele afirmou que tinha saído para passear com o animal na caçamba do carro e não viu quando ele caiu. Ao ver o estado do cão, achou que ele estava morto, ficou nervoso e foi embora.
"Ele imaginou que o animal não ia sobreviver. Não posso afirmar se houve intenção, mas de qualquer forma ele foi imprudente", disse o delegado. Segundo ele, em casos desse tipo não há indiciamento, apenas um encaminhamento para que a Justiça decida o que deve ser feito.
O advogado de Messias, José Silvestre, disse que irá recorrer da multa --por não ser adequada aos rendimentos do mecânico-- e que seu cliente está passando por um linchamento público. "Ele já foi dado como criminoso antes mesmo de ser ouvido. Somos favoráveis a se apurar o que aconteceu, mas ele não teve oportunidade de se defender", disse Silvestre.
O advogado pretende apresentar à Justiça comprovação da boa relação do proprietário com o cachorro, mostrar que não há antecedentes de agressão e que o passeio com o animal na caçamba já havia ocorrido outras vezes, sem causar lesões ao cão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário